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Mário Ruivo (1927-2017)

Sobre o Amigo e Professor Mário Ruivo
por Francisco Sepúlveda Teixeira

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Deus quis que a terra fosse toda uma
Que o mar unisse, não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.

(Fernando Pessoa, Mensagem)

Quando a Maria Eduarda me perguntou se gostaria de dizer umas palavras nesta ocasião, de homenagem ao Mário, ou de testemunho de quem com ele privou de perto na última década, não pude deixar de aceder, se bem que uma grande inquietação em mim se instalou de imediato.

Por um lado, é ainda cedo para aceitar sem reservas que o Mário partiu. Sobretudo aqui em Castelo de Vide (onde vinha limpar os neurónios), onde tanto convivemos, permanece o sentimento, nas mais diversas ocasiões, que ele continua a acompanhar-nos, que está presente. Evocar a memória do que o Mário me deu, com a sua amizade e a sua sabedoria sem limites, é ainda demasiado doloroso. Para já, apenas a certeza de que a sua morte não nos separou, que o seu modo de estar caloroso, que a propósito de tudo nos estimulava, entusiasmava e ensinava, permanece como memória viva. O Mário levantava o Céu, como diria José Mattoso, num equilíbrio extraordinário e com a sua atenção permanente e lúcida focada na Humanidade e na Natureza.

Por outro, sei não estar à altura de tal encargo, no sentido em que é demasiado grande a responsabilidade de falar sobre alguém com a estatura do Mário, como pessoa, como cientista e como político respeitado mundialmente. Refiro-me à sua dimensão de Humanista, de homem de cultura, com a sua generosidade e criatividade, ao Oceanógrafo que se pode considerar o Pai do novo regime da governação dos Oceanos (ou do Oceano, como ele preferia), aceite por quase todos os países, ao investigador que desde muito cedo contribuiu decisivamente em inúmeras áreas da biologia, das pescas, nas ciências do ambiente, na promoção da Sociedade do Conhecimento, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável. Todavia, estou certo que este desígnio, que considero imperativo, será a curto prazo satisfeito por historiadores da Ciência, não só pela figura incontornável do Mário na História do nosso País, na Europa e no Mundo, através das Nações Unidas, como pelo facto da sua personalidade invulgarmente metódica e organizada nos ter deixado um acervo imenso, de fácil acesso, através do seu monumental arquivo, preciosidade de raro valor que clama ser estudada em profundidade por investigadores de diversas especialidades, e que deve ser hoje encarado como património nacional.

Um dia, em 2008, o Mário ao passar como era então seu hábito no meu gabinete na Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), onde ele também tinha um, antes de um almoço que tínhamos combinado, ofereceu-me uma edição de 1988, do Instituto Hidrográfico da Marinha, do Diário Náutico da Campanha Oceanográfica de 1897, no yacht Amélia, por D. Carlos de Bragança. E com a sua habitual modéstia, disse-me: olhe, estive a fazer umas arrumações, e encontrei dois exemplares deste livro, pelo que aproveito para lhe oferecer um. A obra do Rei D. Carlos, com os seus maravilhosos desenhos, é precedida por um dos mais notáveis textos que li até hoje, escrito por Mário Ruivo em 1957: nada mais que a Conferência que proferiu em Vila Viçosa, a 15 de Dezembro, o então jovem Subdirector do Instituto de Biologia Marítima, por convite dirigido pela Fundação da Casa de Bragança, intitulada “D. Carlos de Bragança, naturalista e Oceanógrafo”. E tinha uma dedicatória: “Com amizade, ± 50 anos depois, quando já podemos usar powerpoint…”. Em minha opinião, da leitura destas páginas (e tenho muita pena de nunca lho ter dito) ressalta um espírito brilhante, visionário, que incorpora aquilo que a ciência actual mais preza, a exigência de rigor científico absoluto, a necessidade do enquadramento histórico, e pasme-se, a preocupação na divulgação da ciência à Sociedade, tudo num jovem com então 29 anos, em que logo transparecem todos os requisitos exigidos hoje em dia à Ciência e aos seus cultores, antecipando-se em pelo menos 30 anos. O biólogo formado pela FCUL, em 1950, e especializado na Sorbonne, em Paris, entre 51 e 54, impedido pelo regime de prosseguir uma carreira académica, após ter estado preso por razões políticas, mas todavia respeitado pelos seus melhores professores, que nele reconheceram o aluno brilhante e adivinharam o enorme potencial científico, revela-se neste texto ímpar, cuja análise detalhada merece ser feita um dia. Para mim, é um retrato precoce do Mário, que conheci muitas décadas depois, e com quem tive o enorme privilégio de poder partilhar uma amizade imensamente enriquecedora a todos os títulos, sobretudo desde a minha passagem pela FCT, onde o Mário era de há muito uma figura quase mítica, que a todos suscitava profundo respeito e admiração (para mim, foi o meu grande conselheiro e não esquecerei a sua permanente disponibilidade). Considero, pois, que para conhecer quem foi Mário Ruivo se deve começar por este texto.

O Mário era um cidadão do mundo. Com visão política abrangente e uma rara cultura, que juntava ao seu sólido, vasto e alargado conhecimento científico, encarnava um homem de paixão pelos grandes desígnios, que defendia sem vacilar, com persistência e tenacidade ferozes. São estas personalidades que tanta falta fazem na Universidade de hoje, empobrecida por uma talvez excessiva especialização, e como de certa forma o reconheceu a Universidade de Coimbra ao convidá-lo, aos 86 anos, para integrar o seu Conselho Geral.

O Mário tinha um enorme gosto pela vida, os seus interesses não tinham barreiras: para além da sua paixão primeira, o Oceano, as Humanidades em geral, as Artes, o Património, entusiasmavam-no. Fiel às suas raízes alentejanas, a gastronomia regional fascinava-o, apesar de apenas petiscar, com sincero prazer. Este grande homem, muitas vezes vestido de verde, odiava a corrupção, a desonestidade, a mediocridade, com o que era intransigente. Com um sentido ético profundo, tinha os olhos postos nas gerações futuras, e com elas estabelecia um pacto inquebrantável de responsabilidade, que tanto o inquietava, e que julgo lhe dava forças quase inumanas para persistir, e para lutar pelos seus ideais, sem nunca esmorecer. Como ele dizia, se não é possível navegar no momento, é preciso pelo menos manter a jangada a flutuar! Sabia que era necessário criar estruturas que se projectassem e continuassem no futuro, como garante de uma acção colectiva, na qual, pragmaticamente, sabia não poder participar ad infinitum. Esta têmpera talvez a entendam se eu aqui cometer a inconfidência de vos contar do meu espanto quando há poucos meses o visitei um dia no seu quarto do hospital, onde se tentava restabelecer, com uma já grande debilidade física, e vi que vinham a sair várias pessoas do seu staff na COI, que ali tinham sido convocados para uma reunião de trabalho, já que ele não se podia deslocar.

Posso talvez afirmar que a vida nunca o venceu! Pelo contrário. Durante os seus 89 anos, a sua inquietação lúcida e esclarecida, com acuidade e inteligência invulgares, levaram-no sempre ao comprometimento, que foi constante, com movimentos cívicos, políticos, científicos e culturais que o tornaram uma das mais respeitadas personalidades do seu tempo. A sua enorme capacidade de gerar consensos tornou-o famoso em vários cenários nacionais e internacionais. Todas estas qualidades, aliadas a uma natural simplicidade e jovialidade, juntavam-se numa pessoa ímpar, de maravilhoso convívio, que nos surpreendia constantemente, e que por isso mesmo permanece connosco, em espírito. Quem o conheceu e teve a sorte de com ele privar de perto jamais o poderá esquecer.

Antes de terminar, deixem-me apenas percorrer muito brevemente o seu currículo, para que possam ter uma ideia, ainda que pálida, do percurso do homem cuja craveira ultrapassou fronteiras. Verão que pela sua extensão e relevância mais parece ser o percurso de pelo menos duas vidas!

Mário João de Oliveira Ruivo (3 de Março de 1927 - 25 Janeiro de 2017) era biólogo licenciado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, cujo grau obteve em 1950, e especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos na Universidade de Paris – Sorbonne, 1951-54.

Considerado um cientista e político pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal, Mário Ruivo esteve ainda ligado a movimentos antifascistas, desde a sua juventude até Abril de 1974, tendo estado preso, com o seu amigo de sempre Mário Soares, no Aljube, em 1947. Fez parte da Direcção Académica do MUD Juvenil. Até ao seu último ano, descia sempre a Av. da Liberdade nas comemorações do 25 de Abril.

Tinha trabalhado com o Professor Flávio Resende na FCL e, embora não pudesse ser assistente nas Universidades e estivesse impedido de continuar a trabalhar no Instituto de Biologia Marítima como investigador auxiliar ou adjunto, não deixou de investigar na área das pescas. Foi assim que, em 1954, passou a ir todos os anos com os bacalhoeiros até à Terra Nova e, depois, a bordo do Gil Eanes até à Gronelândia e, também, nos bacalhoeiros, até ao Círculo Polar Ártico. Em 1957 integra a equipa do batiscafo FNRS III, por convite do Prof. Jean Marie Pérès, onde faz mergulho em águas profundas, perto de Sesimbra e no Faial. O seu trabalho e organização são louvados pelos colegas franceses, e deu origem a várias publicações sobre as descobertas associadas a estas explorações, ainda hoje citadas. Em paralelo, manteve actividade política clandestina na luta pela liberdade e pela democracia. Quando foi informado (pelo director do Instituto de Biologia Marítima) de que havia um sério risco de ser preso, Mário Ruivo acaba por ir para Itália. De 1961 a 73, exilado em Roma, foi Director da Divisão dos Recursos Aquáticos e do Ambiente da FAO, ONU. Em 1970 organiza a 1ª Conferência sobre a poluição do Meio Marinho e os seus recursos. Mantém em Roma intensa actividade no movimento político de resistência à ditadura.

Em finais da década de 50, integrou o conselho editorial da Revista Seara Nova, em que seu irmão Henrique também colaborava. De regresso a Portugal, em 1974, participa empenhadamente na construção da Democracia, assumindo entre outros cargos o de Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1975, Secretário de Estado das Pescas em três governos, Diretor-geral dos Recursos Aquáticos e Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas (1975-1979) e Presidente da Comissão Nacional da FAO (1974-1979).

Foi membro da Presidência do Conselho Português para a Paz e a Cooperação, onde se bateu pela causa da Palestina. Participa na feitura da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1974-82), como chefe da delegação portuguesa, onde assume papel de grande relevo que o torna conhecido e respeitado internacionalmente na governação e gestão dos Oceanos. A Convenção foi ratificada por Portugal em 1998.

Assume funções na Unesco, de 1980 a 89, como Secretário Executivo da Comissão Oceanográfica Intergovernamental. Entre 1995 e 1998 foi Coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos e ainda conselheiro científico da Expo’98, além de promotor de 1998 como “Ano Internacional dos Oceanos”, aprovado por declaração da Assembleia Geral das Nações Unidas. A sua actuação na Unesco granjeia profunda admiração internacional, e o seu prestígio mundial acentua-se.

Foi Professor Catedrático Convidado da Universidade do Porto/ICBAS até 1997 (Curso de Gestão e Política dos Oceanos). Para além de numerosas publicações científicas nas áreas da Oceanografia Biológica, Ecologia e Gestão dos Recursos Pesqueiros, o Prof. Mário Ruivo é autor de estudos, ensaios e artigos sobre Política e Governação do Oceano, Cooperação Internacional em Assuntos do Oceano, Ciência, Sociedade e Ética.

Mário Ruivo foi também Presidente da Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável desde a sua criação (1997 a 2017). Assegurou um equilíbrio notável neste organismo, onde sempre pugnou por enorme exigência científica em contexto multidisciplinar.

Mário Ruivo foi fundador e co-Presidente do EurOcean (Centro de Informação de Ciências do Mar e Tecnologia) no seu início, de 2002 a 2004, e Presidente de 2005 a 2008. Esta organização criou, recentemente, o EurOcean Prize Mário Ruivo, para adolescentes dos 11 aos 16 anos, que apresentem um trabalho sobre o tema “O teu Oceano, o teu Futuro”.

Foi ainda Membro da Direcção do Centro Nacional de Cultura e membro do Conselho Consultivo da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica – JNICT e FCT (1986-95).  No âmbito do MCT, coordenou de 1996 a 1997: i) a Avaliação das Unidades de Investigação em Ciências do Mar; ii) o Painel de Ciências do Mar (Praxis XXI); iii) a Comissão de Acompanhamento dos Laboratórios do Estado (IPIMAR e IH). Presidente da Comissão de Avaliação e Controle Independente - Projecto COMBO, MEPAT de 1996 a 1997. Coordenador da Equipe de Missão para o Programa Dinamizador em Ciências e Tecnologia do Mar - PDCTM no período 1998/2000 assim como do respectivo Painel de Avaliação de 1999 a 2000.

O Prof. Mário Ruivo participou activamente em projectos nacionais e internacionais de Investigação das Pescas e Conservação dos Recursos Pesqueiros e desempenhou funções de consultor da Universidade das Nações Unidas e de Conselheiro do Director-Geral da UNESCO.

Foi ainda Presidente da Assembleia-Geral da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais (SPCN); Presidente da Federação Portuguesa das Associações e Sociedades Científicas (FEPASC), do qual foi fundador e um dos principais impulsionadores. Foi ainda Presidente da Direcção do Fórum Permanente para os Assuntos do Mar (FPAM), Membro da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Secção de Geografia dos Oceanos; Membro do Conselho Consultivo da Fundação Francisco Pulido Valente; Membro do Conselho de Administração do International Ocean Institute (Malta); Membro Vitalício do Conselho Geral da Fundação Mário Soares; Membro Honorário da Ordem dos Biólogos. Membro do Conselho de Curadores da Fundação Cidade da Ammaia.

Foi agraciado com vários galardões, como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal (21 de Agosto de1990), Grande-Oficial da Ordem de Mérito de Malta (3 de Março de 1995), Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada de Portugal (9 de Junho de 1998), a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico do Brasil (Outubro de 1998), ou a Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal (9 de Julho de 1999).

Foi distinguido com a Medalha de Ouro da Foundation for International Studies (1996), o Açor de Cristal atribuído pela Mostra Atlântica de Televisão (1997), o Prémio "Prestígio" (1997), o Prémio Bordalo de Honra da Casa da Imprensa (2000) e a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro da Câmara Municipal de Campo Maior (2010). Foi ainda condecorado com o grau de Cavaleiro da Legião de Honra de França. Em 2015, foi distinguido pelo Parlamento Europeu com o Prémio Cidadão Europeu, pelo seu contributo para a "promoção do entendimento e a integração de cidadãos na União Europeia e a cooperação entre países". Em 2010 recebe o título de doutor honoris causa pela Universidade dos Açores, recebendo em 2016 a mesma distinção pela Universidade do Algarve.

A título póstumo, recebe o Diploma de Membro Honorário da Academia de Marinha e é condecorado com a medalha de Cruz Naval de 1ª Classe, em sessão solene promovida a 14 de Março de 2017, pelo Estado Maior da Armada, com a participação dos Prof. Carlos de Sousa Reis e Guilherme de Oliveira Martins.

A 25 de Março de 2017, no âmbito do Desafio 2030, Uma agenda para o Desenvolvimento Sustentável, o Departamento de Oceanografia e Pescas dos Açores promove um dia de conferências em homenagem ao Prof. Mário Ruivo.

A 19 de Junho o Reitor e o Conselho Geral da Universidade de Coimbra organizam uma sessão de homenagem pela sua participação como Membro do Conselho Geral da Universidade de 2013 a 2016 (João Gabriel Silva, Rui Vilar, Ricardo Serrão Santos, Álvaro Garrido, Emanuel Gonçalves, João Caraça).

Em Paris, no dia 22 de Junho, na sede da UNESCO, na sessão de abertura da Assembleia da COI, é-lhe prestada pública homenagem (Ceremony of tribute to Mário Ruivo). A 3 de Julho, no âmbito das jornadas Ciência 2017, o Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior atribui-lhe a medalha de Mérito Científico.

Em 13 de Julho, foi inaugurada, em sua homenagem, a exposição "Mar Mineral", no Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Hoje, 5 de Agosto de 2017, Castelo de Vide, no âmbito do seu Festival da Água e do Tempo, promove esta Cerimónia Evocativa do Prof. Mário Ruivo, com uma exposição documental e a inauguração de uma placa na sua casa (ver imagem).

Estou convicto de que as homenagens continuarão. Mas faço votos de que o seu País não o esqueça e não desperdice o seu enorme legado, em particular na condução das políticas de governação do Mar, de acordo com os seus ensinamentos. “Falta cumprir-se Portugal…”.

Para terminar, não posso deixar de referir o último magnífico livro que Mário Ruivo coordenou, Do Mar Oceano ao Mar Português, editado pelos CTT em 2015, no qual, tendo reunido um conjunto criteriosamente escolhido de especialistas, entre os quais a Prof.ª Maria Eduarda Gonçalves, o Mário de certo modo nos deixa o “estado da arte” e as suas convicções sobre o Mar plasmadas nos diferentes textos (e fotografias que selecionou cuidadosamente), no final da sua longa vida de exigência, rigor na análise e na acção, fino sentido de estratégia e raras persistência e capacidade de trabalho e de organização para a prossecução dos seus objectivos. Deixa-nos na realidade a Esperança!

Surgem-me os versos de Pessoa, na sua Ode Marítima:

O que quero é levar prà Morte
Uma alma a transbordar de Mar

O Mário assim fez.

Castelo de Vide, 5 de Agosto de 2017


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