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Alexandre Óscar Durão de Carvalho Cordeiro (1899-1949)

Filho do Dr. João Luís de Carvalho Cordeiro, natural da Freguesia da Sé, de Portalegre, e de Orminda Augusta de Almeida Durão Cordeiro, natural da Freguesia de Santa Maria da Devesa de Castelo de Vide, Alexandre Óscar Durão de Carvalho Cordeiro nasceu em Portalegre, onde a família esteve algum tempo por motivo da actividade profissional de seu pai, às nove horas do dia 15 de Novembro de 1899 na Rua do Mártir, Freguesia de São Lourenço. Era neto paterno de João Luís dos Santos Cordeiro e de Teodora do Carmo Carvalho e Sequeira, e materno de Pedro Manuel Durão e de Isabel Cândida de Almeida Durão, todos naturais de Castelo de Vide.

Nesta Vila viveu a sua infância e fez os primeiros estudos. Seguiu depois para Coimbra onde fez os preparatórios, frequentando posteriormente em Lisboa o Instituto Superior de Agronomia, onde em 10 de Março de 1936 (então já ocupado em diversas funções em Castelo de Vide) viria a obter a formatura em Silvicultura.

Dedicou a sua vida à administração da sua casa e especialmente e com intensa dedicação às instituições de Castelo de Vide e do Concelho, vila onde teve sempre a sua residência.

Além de Administrador do Concelho, presidiu aos destinos do Município desde 9 de Dezembro de 1929 a 1932, em comissão administrativa,  e depois como presidente da Câmara, a partir de 29 de Dezembro de 1938 até meados de 1946, ocupando ainda diversos outros cargos administrativos e políticos.

Com a sua acção, praticamente em dedicação exclusiva, e congregando várias personalidades, bem como mercê do grande e geral empenhamento então verificado no progresso da vida local, Castelo de Vide conheceu nessa época mais um assinalável período de desenvolvimento da sua história.

Da acção desenvolvida pelo Engº  Alexandre Cordeiro, ou com ela directamente relacionada, em vários sectores da vida de Castelo de Vide, registam-se algumas notas.

Em 1927 Alexandre Cordeiro inicia, como director, o mensário "Terra Mãe", propriedade do Grémio de Acção Municipal, publicação de que era administrador e editor António Vicente Raposo Repenicado, jornal de que apenas saíram onze números e que incluem colaboração, entre outros, de Francisco Bugalho, Alfredo Le Cocq, José Manuel da Costa, Francisco Beliz, Tude M. de Sousa, José C. Nunes, João António Gordo, Tenente Mateus Soares e António Vicente Raposo Repenicado.

Reimpulsionou e dirigiu o Sindicato Agrícola, que esteve instalado numa casa da Rua 5 de Outubro (antiga Rua dos Escudeiros) e que depois passou a Grémio da Lavoura.

Em 28 de Abril de 1928 toma posse, como administrador delegado, na Comissão de Iniciativa e Turismo de Castelo de Vide. Compunham essa Comissão, além de Alexandre Durão Cordeiro: Américo Lopes de Oliveira, presidente; Dr. João Pelouro Coelho, vice-presidente; Frederico José Torres Mourato e Filipe António Beliz, secretários; António Afonso Alvarrão, Engº Alfredo Azevedo e Dr. Manuel Bravo, vogais.

Em 9 de Maio de 1932 inaugura-se o Jardim de Garcia de Orta, construído sob projecto do paisagista portuense Jacinto de Matos, com a presença do Presidente da República.

Em 7 de Agosto de 1932 reiniciou, após cerca de vinte anos de suspensão, sob sua direcção, a publicação do quinzenário (mais tarde de periodicidade semanal) "O Castelovidense", 2ª Série, que dirigiu praticamente até falecer. A primeira série deste periódico fora da iniciativa e direcção efectiva de seu pai, o Dr. João Luís de Carvalho Cordeiro, seu redactor principal, com o pseudónimo "Artur de Melo", publicado desde 1909 até 1912.

Com outros sócios, fundou em 18 de Abril de 1936 a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Castelo de Vide, que dirigiu durante anos. Foram com ele sócios fundadores, Manuel Rolo da Gama Lobo Salema, João Baptista Pinto Manso, Júlio Pinto Fraústo, José Vicente Branco do Casal Ribeiro, Pedro d'Assunção Canário, Leonídio da Silva Parente, Amaro de Assunção Mimoso, João do Rosário Ribeiro Nogueiro e Augusto de Alegria Manso, sendo a primeira sede da Caixa nas mesmas instalações do Sindicato Agrícola, na Rua 5 de Outubro (antiga Rua dos Escudeiros), passando depois para a Rua Cândido dos Reis (antiga Rua do Ouro), antes de se instalar na Praça D. Pedro V.

Em 25 de Janeiro de 1939, com geral regozijo da população, iniciavam-se os trabalhos de construção da estrada da Serra, da Moutosa à Senhora da Penha, sendo autor do projecto o Agente Técnico de Engenharia Marques da Silva Nogueira, e dirigindo os trabalhos o empreiteiro Emílio Castro.

Desejado com grande empenho por muitos castelovidenses, havia muitos anos, foi em Outubro de 1942 reconstituído e reposto,  de fronte ao edifício dos Paços do Concelho, o símbolo da jurisdição e do poder municipal, o primitivo e antigo pelourinho do Concelho, demolido no último quartel do século XIX. Assim, utilizando várias pedras, as principais, ainda existentes, passou Castelo de Vide a contar de novo, na sua artéria principal, com aquele seu velho e evocativo monumento característico da sua identidade.

Em 17 de Abril de 1943 celebra-se a escritura pública de constituição da nova Empresa das Águas Alcalinas e Medicinais de Castelo de Vide, Lda em substituição da Empresa das Águas Alcalinas Medicinais de Castelo de Vide que, segundo consta da própria escritura, se encontrava "em situação de lhe ser legalmente declarada falência", acto celebrado no cartório do notário Dr. Manuel Felix, ficando a sociedade assim constituída: João António Gordo, António Vicente Raposo Repenicado, António José Repenicado Júnior, Casimiro Moreira Ferrer, Alexandre Óscar Durão de Carvalho Cordeiro e Pedro d'Assunção Canário.

A 1 de Junho de 1945, continuando ainda presidente da Câmara Municipal, inaugura, com natural e gratificante satisfação de todos, a Bandeira do Município, após criterioso estudo levado a cabo por uma comissão constituída pelo Dr. Possidónio Mateus Laranjo Coelho, Dr. Adolfo João Lahmeyer Bugalho e António Vicente Raposo Repenicado, nomeada por deliberação camarária de 21 de Abril de 1944. Com base no parecer de que fora relator o Dr. Possidónio Mateus Laranjo Coelho, ficou definido o Selo, o Brasão de Armas e a Bandeira do Município castelovidense.

Foi ainda Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional e Comandante do núcleo local da Legião Portuguesa.

Casou em Castelo de Vide a 18 de Agosto de 1926 na Igreja de Santa Maria da Devesa, com Maria Luísa Rolo da Gama Lobo Salema, natural desta Vila, filha de Diogo da Gama Lobo Salema e de Cezaltina da Conceição Mimoso Rolo, de quem houve oito filhos: Maria Leonor Salema de Carvalho Cordeiro Enes Dias, casada com o Dr. Albano Enes Dias, João Luís Salema de Carvalho Cordeiro, casado com Maria da Conceição Sanchez Ramirez de Carvalho Cordeiro, Diogo José Salema de Carvalho Cordeiro, casado com Fernanda Maria Gonçalves Durão de Carvalho Cordeiro, Alexandre Mário Salema de Carvalho Cordeiro, casado com Maria das Graças Ramirez Sanchez de Carvalho Cordeiro, Luísa Maria Salema de Carvalho Cordeiro Correia de Carvalho,  casada com Joaquim Aniceto Xavier Correia de Carvalho, Pedro Manuel Salema de Carvalho Cordeiro, Vasco Duarte Salema de Carvalho Cordeiro, casado com Maria do Pilar Seabra de Oliveira Salema Cordeiro, e Maria Teresa Salema de Carvalho Cordeiro.

Gozando por vezes de pouca saúde, foi porém nos últimos anos da  sua curta vida atingido por grave enfermidade, vindo a falecer, com apenas 49 anos, a 27 de Abril de 1949, em Lisboa, sendo sepultado em Castelo de Vide.

Diogo Salema Cordeiro

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Bibliografia :
- CORDEIRO, Alexandre [Director]; REPENICADO, António Vicente Raposo [Administrador e Editor] - Terra-Mãe - Órgão do Grémio de Acção Municipal - Mensário de Inquérito à Vida Local. série 1ª, Castelo de Vide : Grémio de Acção Municipal de Castelo de Vide

- CORDEIRO, Alexandre Durão; COSTA, José Manuel da; GORDO, João António; MANIÉS, Mateus da Cruz; LOUÇÃO, Joaquim Dias - O Homem de Castelo de Vide - Dr. José Frederico Laranjo 1846 - 1946. Castelo de Vide : Separata de O Castelovidense, 1947.

- CORDEIRO, Diogo Salema - Alexandre Óscar Durão de Carvalho Cordeiro 1899-1999. Castelo de Vide : Ed. autor, 1999.


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