Ao editarmos este portal, "Fonte da Vila, Castelo de Vide - História e Património" aceitámos a responsabilidade de fixar, no passado e no presente, não só a força magnetizante da paisagem urbana e rural do Concelho, como o seu património material e imaterial, consubstanciando-se o primeiro nas suas edificações (civis, religiosas e militares) e instituições, o segundo nas obras e actividades das suas gentes, entre outras no Teatro, na Música, na Pintura, na Literatura, na Poesia, na Ciência, incluindo as tradições, os seus vestígios e reflexos actuais.

Recebe a Confraria da Misericórdia o terreno junto à Ermida de Santo Amaro (fundada em 1494) para aí erguer casa e hospital. Provavelmente será, assim, próxima desta data a criação da Irmandade da Misericórdia. A igreja que ali vemos substitui a velha ermida e presume-se date de 1777.
É nomeado Sargento-Mor do Terço de Castelo de Vide D. Manuel Henriques, pelos seus serviços distintos em Itália, Flandres e na batalha que D. António Oquenda teve com os holandeses no Canal de Inglaterra, nas campanhas do Alentejo, principalmente no Montijo, na qual caiu prisioneiro.
Requer a Câmara Municipal de Castelo de Vide a restituição dos antigos terrenos, pertencentes ao Município, e que o Conselho da Fazenda em 1831 mandara aforar. Deviam ser os terrenos adjacentes às muralhas, que a Câmara desfrutara depois de Castelo de Vide ter deixado de ser praça de guerra, e antes eram apanágio dos governadores. Foi indeferida a pretensão.
É eleita nova Mesa para a Confraria do Santíssimo Sacramento da Matriz da Vila, estando presentes o Rev. Vigário, Padre Manuel Joaquim Mouta. Ficou assim constituída: reitor, Padre António de Melo e Castro Pataca; escrivão, Manuel Maria dos Santos Cordeiro; e tesoureiro, Sebastião António Mouta.


