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Imprensa local

por Vivaldo Quintans

Alto Alentejo [1908]
Em 19 de Abril de 1908 começa a publicar-se o semanário independente Alto Alentejo que suspende a publicação com o n.º 17 em 30 de Agosto de 1908. Era propriedade da Tipografia V.ª Machado de Rodrigues, que funcionava na Carreira de Cima. O seu director foi Alfredo António Rodrigues. Entre os seus colaboradores destaca-se Possidónio Mateus Laranjo Coelho.


O Castelovidense [1909-1912]
Em 14 de Fevereiro de 1909 começa a publicar-se o semanário O Castelovidense (1.ª série) sendo seu director Manuel António Casaca. Propriedade da Tipografia Estácio & Casaca, tinha redacção, administração, composição e impressão na mesma tipografia, sita na Rua Bartolomeu Álvares da Santa (antiga Carreira de Cima), n.º 21, em Castelo de Vide.

Artur de Melo, pseudónimo de João Luís de Carvalho Cordeiro, assinava quase todos os artigos e era o seu principal redactor, praticamente dirigindo o jornal até 8 de Janeiro de 1911 [n.º 96]. Santos Soares, Afonso Sequeira, Mateus da Cruz Maniés foram, entre outros, alguns dos colaboradores do jornal. Esta primeira série não teve vida longa, pois suspendeu a publicação no n.º 142, com data de 25 de Fevereiro de 1912.


A Violeta (dedicado às senhoras e meninas de Castelo de Vide) [1910]
Publicação semanal que terá iniciado a sua publicação a 6 de Janeiro de 1910, e teve pelo menos 5 números, sendo o último de 4 de Fevereiro de 1910.


O Povo [1913-1918]
Em 5 de Outubro de 1913 inicia a publicação o quinzenário republicano O Povo tendo como editor e proprietário Francisco Borges Tristão. Tinha redacção e administração na Rua Almeida Sarzedas e era composto e impresso em Portalegre, na Tipografia Democrática de Tavares & Morgado, sita na Rua Mouzinho de Albuquerque.

No n.º 26 de 14 de Julho de 1918 passou a figurar como director António Vicente Raposo Repenicado, começando então a sua 2.ª série. Suspende a publicação em 15 de Dezembro de 1918.

Quando encerrou o produto de venda das oficinas tipográficas e mais saldos, por decisão dos seus accionistas, foi entregue ao Asilo Almeida Sarzedas (informação publicada em A Folha de Leste, n.º 100 de 12 de Fevereiro de 1933).


O Povo [1921-1923]
Em 6 de Novembro de 1921 inicia a sua publicação outro O Povo que dura até ao n.º 104 de 18 de Novembro de 1923. No artigo de apresentação, sob o título “O nosso jornal”, faz questão de esclarecer: “O Povo que hoje inicia a sua publicação não é o seguimento de outros jornais aqui publicados com o mesmo nome...”  “...combate...pela República...”. Era seu director e editor Eduardo Gazalho e tinha como secretário de redacção Mateus Maniés.


Terra Mãe [1927-1929] 
Em Agosto de 1927 começa a publicar-se o órgão do Grémio de Acção Municipal Terra Mãe (mensário de inquérito à vida local), que era composto na Tipografia da “Nação Portuguesa”, situada no Largo do Directório n.º 8-5.º, em Lisboa, e impresso na Imprensa Beleza na Rua da Rosa, 99 a 101, também em Lisboa. Era seu administrador e editor António Vicente Raposo Repenicado e director o Engenheiro Alexandre Cordeiro. O último foi o n.º 11 e a data que consta em várias notícias é Junho de 1929. De notar que nenhum dos número do Terra Mãe tem data.


Folha de Leste [1930-1935]
Em 16 de Março de 1930 começou a publicar-se o semanário republicano, defensor dos interesses do concelho, Folha do Leste, propriedade da Tipografia Castelovidense, sendo editor Júlio José Rabaça e redactor António Vicente Raposo Repenicado. Teve como colaboradores, entre outros, Mateus Maniés, Daniel Ferreira Fidalgo, Alexandre Cordeiro, João Gordo, Egídio Soares, Leopoldina Mesquita e Manuel Fraga Júnior.

No seu n.º 51 de 29 de Março de 1931, António Vicente Raposo Repenicado é substituído por Manuel Marcos Canário como redactor principal e o jornal passa a quinzenário.

No n.º 105 de 23 de Abril de 1933, por obrigação legal, Manuel Marcos Canário deixa de ser redactor principal, voltando António Vicente Raposo Repenicado a ocupar o cargo a partir do n.º seguinte, em 7 de Maio de 1933.

No n.º 117 de 8 de Outubro de 1933 comunica-se que “...não podemos publicar” o artigo que a colaboradora Leopoldina Mesquita “ilustre propagandista dos ideais pacifistas” enviara para publicação. No n.º seguinte consegue dar notícias da “Liga da Mocidade Socialista” que tinha sede na Rua do Benformoso, n.º 150 – 1.º, em Lisboa.

O último número é o 152 de 10 de Fevereiro de 1935.


O Castelovidense [1932-1957]
Em 7 de Agosto de 1932 inicia a publicação da 2.ª série de O Castelovidense, como jornal quinzenário, tendo como director o Eng.º Alexandre Durão Cordeiro. Este primeiro número inclui um artigo de fundo intitulado “Vinte Anos Depois”. Tinha redacção, administração, composição e impressão na Tipografia Castelovidense, sita no Largo João José Le Cocq, em Castelo de Vide. A 10 de Dezembro de 1933 a propriedade do jornal passa para a referida tipografia, sendo administrador Rui Fernando Rabaça e cabendo a direcção e edição a Alexandre Durão Cordeiro. No ano seguinte, a 19 de Agosto de 1934, a administração e propriedade passam para a Sociedade Editora Castelovidense, Lda. com redacção e administração na Rua de Olivença. Com o n.º 68, datado de 17 de Março de 1935, passou a semanário, assim se mantendo até à sua suspensão. A partir do falecimento do Eng.º Alexandre Cordeiro, a 27 de Abril de 1949, e muito embora surja o seu filho João Luís de Carvalho Cordeiro como director (no n.º 788 de 5 de Junho de 1949), o responsável do jornal passa a ser o Eng.º Fernando Peres Durão que assina, predominantemente, com o pseudónimo de Elmar. O último número – 1183 - sai em 13 de Janeiro de 1957, ainda que em 12 de Janeiro de 1958 tenha saído o n.º 1184, mas apenas para reserva do título.

Teve assim este jornal vinte e cinco anos de vida, acolhendo nas suas páginas muita, variada e valiosa colaboração, bem como importantes trabalhos de vária índole, muitos deles relacionados com a história local.


Terra Alta [1957-1974]
Em 24 de Fevereiro de 1957 começa a publicar-se Terra Alta de que é director José Agapito Serrano Gordo e proprietário e chefe de redacção Manuel da Estrela Azevedo.

No seu n.º 49 passa a ser dirigido pelo Engenheiro Luís Le Cocq de Albuquerque de Azevedo Coutinho, sendo o chefe de redacção o professor António Maria Raposo. Continua a ser propriedade de Manuel da Estrela Azevedo.

No seu n.º 209 de 26 de Fevereiro de 1961 passa a director António Xavier Raposo da Gama Lobo Salema, após a inserção duma polémica entre o Dr. Amadeu Canário e o Dr. José Casal Ribeiro. O último n.º é o 697, de 31 de Agosto de 1974.


Notícias da minha terra [1961]
Em 15 de Janeiro de 1961 passa a sair o quinzenário católico Notícias da minha terra, que tem como director o pároco local Padre Albano da Costa Vaz Pinto que, com Duque Vieira, já estivera ligado ao lançamento do semanário albicastrense “Reconquista”, em Maio de 1945.


A Sacada [1982-1984]
Em Abril de 1982 começa a publicar-se A Sacada (nº 0), folheto de acção formativa da “Ogiva” (Associação para a defesa do património histórico-cultural e natural do concelho de Castelo de Vide). Encarregaram-se da sua redacção e composição José Rui Marmelo Rabaça e José João Narciso Martins. Entre os seus colaboradores contam-se Adolfo Bugalho, Rui Jorge Martins, Mário Rainho, Pedro Rabaça, Deolinda Santos, Gertrudes Pernes, João Magusto, Jorge Aguiar, Gracinda Palmeiro, F. Margarido, Amadeu Miranda, Lucília Meira, Ana Maria Roque, Jorgelina Pereira, João Martins e Carlos Abafa.

Existiu até ao n.º 23, de Março/Abril de 1984, Alguns números tuveram suplementos, um dos quais sobre Mousinho da Silveira (nº 23).


O Pregão [1985-1995]
Em Abril de 1985 sai o número 0 de O Pregão que se publica até 30 de Outubro de 1995. Tem duas séries, a primeira até ao n.º 106 de 30 de Abril de 1992, e a segunda que se inicia em 18 de Maio de 1992, correspondente ao n.º 70 de 30 de Outubro de 1995. Filomena Feteira é a directora até ao n.º 90, da 1.ª Série, de 31 de Julho de 1991. Sucedeu-lhe, a partir do n.º 91, da 1.ª Série, de 15 de Setembro de 1991, Carlos Abafa que se manteve na direcção do jornal até ao último número, o 70 da 2.ª Série, de 30 de Outubro de 1995.

Entre os colaboradores destacam-se José do Casal Ribeiro, Adolfo Bugalho, Mário Rainho, Jorge Oliveira, Carmen Ballesteros, Maria Tavares Transmontano, Emílio Mena, Vasco Câmara Pestana, Nuno de Noronha, António Pedro Gonçalves Teixeira, José Dinis Murta, Mário Mendes, Carlos Garcia de Castro, António Ventura e Adelino Louro.


Notícias de Castelo de Vide [1994-…]
Em Abril de 1994 começa a publicar-se o mensário Notícias de Castelo de Vide, propriedade do “Grupo de Amigos de Castelo de Vide”. Tem como director Alexandre Cordeiro, como sub-director Paulo Canário e como chefe de redacção, até ao n.º 6 de Setembro de 1994, António Manuel Raposo Pena.

No n.º 7 de Outubro de 1994 passa a ser chefe de redacção José Rui Rabaça.

Este jornal continua actualmente a ser publicado.


NOTAS:
Castelovidense anunciador
Composto e impresso na Tip. Castelovidense saiu em 10 de Agosto de 1929 um único número desta folha publicitária.

Boletim da Póvoa e Meadas 
Não se conhecem exemplares deste boletim, e a única notícia da sua existência encontra-se no jornal O Intransigente, n.º 239, de 3 de Maio de 1922, onde é transcrito do referido Boletim o artigo intitulado Um milagre, da autoria de Eduardo Fragoso.

O Eléctrico
, Outro Mundo [manuscrito] e Sem Pés Nem Cabeça [manuscrito]
De O Eléctrico e Sem Pés Nem Cabeça existem na Biblioteca Municipal uns exemplares, um único número de O Eléctrico, não datado, e dois números do  Sem Pés Nem Cabeça, sendo o nº II datado de Abril de 1915, qualquer um sem indicação dos respectivos directores. Não se dispõe de informação precisa acerca de quantos números terão sido editados. Ver digitalização de O Eléctrico n.º 0 | Sem pés nem Cabeça n.º I | Sem pés nem Cabeça n.º II.

Faz Gazeta, O Radical e 100 Palavras
Existem também na Biblioteca Municipal alguns números (porventura todos) destes jornais. São jornais escolares,  da Escola Básica Integrada Garcia d'Orta.


Agosto de 2011

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